terça-feira, 8 de maio de 2012

Os fins justificam os meios?

A revelação de um esquema ocorrido na NFL (National Football League) em 2009 veio à tona recentemente e, além de causar perplexidade no mundo esportivo, também serviu para refletirmos sobre quais os limites aceitáveis das iniciativas para se sair vencedor. 

Foi descoberto que os jogadores do New Orleans Saints recebiam compensações financeiras, caso conseguissem machucar os jogadores adversários. 
Segundo as investigações, tirar um adversário do jogo rendia US$ 1 mil ao autor da façanha, sendo que na fase dos playoffs esse valor era três vezes maior. 
Cumpre informar que em 2009 a equipe conquistou o SuperBowl. 
Será que os fins justificam os meios?

Querer que o esporte seja exercido sem “pecados”  e só por "mocinhos" é algo utópico, visto que o ser humano é falho e sob emoção, consequentemente mais suscetível ao erro, fato bem comum no esporte.
Porém, existem condutas inaceitáveis sob qualquer ótica, entre elas estão o doping, a violência premeditada tal qual aconteceu com a equipe dos Saints e perder jogos de forma proposital
Sobre esse último vale também refletir, visto que muitos comentaristas confundem "poupar recursos" com "perder de forma proposital".

Em 2010 tentaram manchar a conquista brasileira do campeonato mundial de voleibol masculino.
Parte da imprensa alegou que o Brasil perdeu intencionalmente da Bulgária na fase inicial da competição para poder enfrentar adversários mais fracos na fase seguinte. 
Certamente esses críticos nunca praticaram esportes de forma competitiva e desconhecem os desgastes de um campeonato, se assim não fosse, entenderiam que os técnicos precisam administrar seus recursos, de forma que alguns jogadores necessitam ser poupados para estarem menos desagastados nas partidas decisivas. 
Curiosamente não aparece nenhum comentarista criticando nadadores e corredores por imprimirem ritmos mais lentos nas séries preliminares das competições, parece que nessas modalidades não é "errado" estar mais "descansado" na final.

Existe uma frase de um psicoterapeuta norte-americano Wayne Dyer muito apropriada para a situação:
“Quando você julga os outros, não os define, define a si mesmo”. 

Mas voltando ao título do artigo, a resposta é não.
Vencer é ótimo, seja no esporte, na profissão e na vida, porém sem ética e moral, nenhuma vitória vale a pena.
Na verdade, vencer de forma ilícita é perder.


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