terça-feira, 11 de setembro de 2012

Patrocínio não é só dinheiro


Os fãs de tênis devem ter reparado que desde Roland Garros 2012, Novak Djokovic não veste mais a marca Sergio Tacchini. 
Marca, por sinal, pouco popular se comparada às gigantes da indústria de material esportivo. 
MARTINA HINGIS
Porém, apesar de não tão conhecida, essa marca italiana já patrocinou tenistas como Pete Sampras, John Mc Enroe, Martina Hingis, Martina Navratilova e Gabriela Sabatini. 
Sergio Tacchini foi um jogador de tênis italiano que, após deixar as quadras, fundou uma empresa para produzir equipamentos e roupas para seu esporte. 
O grande diferencial da marca é o estilo, tanto que estendeu seus patrocínios a pilotos de Fórmula 1, esquiadores, velejadores, além de associá-la a produtos como perfumes, relógios, óculos, etc. 
Em 1996, a marca vestiu a delegação italiana nos Jogos Olímpicos. 

O sérvio Novak Djokovic assinou em novembro de 2009 um contrato de 10 anos com a empresa, o qual foi rescindido pouco antes do início de Roland Garros 2012.
Durante o período que durou o patrocínio, Djokovic conquistou quatro torneios de Grand Slam e venceu 84,7% das partidas que disputou. 
Várias são as causas apontadas para a rescisão, entre as quais são citadas:
  • o contrato contemplava um valor fixo garantido mais um valor variável, entretanto o desempenho de Novak superou às estimativas deixando o patrocinador com dificuldades para pagar e manter a viabilidade do projeto. 
  • os produtos com a marca Djokovic não estavam sendo bem distribuídos nos EUA, um dos mercados mais atraentes em termos de vendas. 
O próprio material utilizado por ele no Aberto dos EUA 2011, o qual venceu, não foi distribuído no país. 
  • notava-se uma clara preferência pelo mercado europeu, tanto que quando uma camisa chegava nos EUA, o preço era US$ 20 mais caro do que os similares da concorrência. 
Na verdade, o que aconteceu com Novak Djokovic é muito mais comum do que se pode imaginar. 
Os fornecedores de material esportivo na ânsia de assinarem contratos para que jogadores, clubes e seleções vistam sua marca, não medem esforços em elaborar propostas de grande impacto financeiro, no entanto, muitas das vezes deixam de atentar para os eventuais problemas de distribuição e até mesmo do não cumprimento de fatores básicos de parceria. 
Por vezes a situação fica tão insustentável que deriva para a rescisão e troca de fornecedor, aliás, foi o que ocorreu com o tenista sérvio que agora veste Uniqlo, empresa japonesa que também patrocina o tenista japonês Kei Nishikori.


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