terça-feira, 12 de março de 2013

Você está demitido

Frequentemente somos expostos a notícias sobre rompimentos de contratos de patrocínios a eventos, clubes e atletas, sendo que no caso desses últimos a comoção e o destaque na mídia costumam ser maiores.

Não há como negar que se trata de um fato bastante impactante, visto que o patrocínio significa o emprego do atleta e, consequentemente, sua principal fonte de renda.

No entanto, poucos param para pensar que em pouquíssimos casos essa decisão tem caráter pessoal, estando muito mais ligada a expectativas não satisfeitas ou a cortes de orçamento.

Mesmo assim, a sensação de quem sofre, é a de injustiça e, muitas vezes, de revolta.
Reações naturais, as quais costumam ocorrer na maioria dos rompimentos unilaterais tais como perdas e separações.
Porém, a postura nesse momento pode fazer toda a diferença, principalmente no que tange ao patrocínio esportivo.
Alguns atletas emitem declarações bastante infelizes, que repercutem e podem trazer consequências em futuros patrocínios tanto para eles próprios como para outros atletas.
Afinal, qual empresa gostaria de ver seu nome "arranhado" na mídia por ter tomado uma decisão meramente corporativa.
Os atletas parecem esquecer que o departamento de marketing de uma empresa costuma ser submetido diariamente a dezenas de propostas e que a decisão sobre onde investir, leva em consideração uma série de fatores, inclusive as consequências de uma eventual rescisão no futuro.
Por outro lado, existem atletas que poderiam servir de modelo para muitos executivos, pois nas vezes que são procurados pela mídia para comentarem sobre uma rescisão, simplesmente agradecem ao ex-patrocinador e lembram com gratidão do momento em que foram contratados.
Ou seja, têm claro em suas mentes que para ser desligado, existe uma fundamental condicionante: ter sido um dia contratado.

Não quero com essas reflexões defender patrocinadores/empregadores e/ou minimizar a sensação de atletas/empregados que são demitidos.
O que pretendo nesse artigo é enaltecer que a postura pós-rompimento tem uma enorme importância.

Vale ainda ressaltar que, apesar da forte dor de quem recebe o anúncio do fim, é bastante doloroso fazer tal anúncio.
Obviamente, cabe ao porta-voz da má notícia ser hábil e humano o suficiente para tentar fazer com que tal momento seja o menos traumático possível.

Na verdade, falar ou escrever “você está demitido” só é fácil quando essa frase serve como título de algum artigo...

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