terça-feira, 23 de abril de 2013

Emoções

Fazer a gestão de uma marca, por mais simples que possa parecer aos olhos dos poucos afeitos ao que o marketing se propõe, é tarefa das mais árduas.

Comunicar meramente as propriedades de um produto/serviço, os pontos que o diferenciam da concorrência e a vantagem no seu consumo já não é mais suficiente para a conquista do mercado.
É preciso ir além, passar emoção, associar a marca a sentimentos como amor, felicidade, saudade, carinho, etc. 



Cães, crianças, casais de namorados, entre outros, frequentam assiduamente campanhas de empresas atentas a esse cenário. 
Vale aqui citar o caso de um jornalista do New York Times que ao colocar à venda um pote comum de maionese Hellmann’s no eBay, fantasiou uma história sobre o produto e assim conseguiu comercializá-lo por US$ 51, quando o preço num supermercado não ultrapassaria US$ 7. 

Creio que diante desse exemplo não paire mais dúvida da importância da emoção na comunicação, porém, um fato bastante preocupante se apresenta: a pouca utilização do esporte pelos gestores de marketing das empresas. 

Qualquer competição esportiva, por mais simples que seja, traz histórias de
superação, dramaticidade, dor e felicidade dos envolvidos na disputa, mas que pouco ou nada são exploradas. 
Os Jogos Olímpicos têm histórias que certamente deixariam criativos e roteiristas inspiradíssimos, entre as quais duas valem ser narradas. 

Uma sobre o atirador húngaro, Karoly Tacks, que preparado para a disputa dos Jogos em 1940, viu o sonho ser adiado em função da guerra. 
Para piorar, uma granada explodiu sua mão direita, o que o fez treinar fortemente com a esquerda. 
Mesmo diante de tanta dificuldade não esmoreceu, conseguiu a classificação para participar dos Jogos de 1948, onde além de vencer, bateu o recorde. 

A outra sobre o remador americano Bill Havens, que desistiu de ir aos Jogos de 1924 para ficar com sua esposa e assistir o parto do seu filho. 
Em 1952, Bill recebeu um telegrama de Helsinki com o seguinte texto: “Querido Pai, obrigado por esperar meu nascimento ao lado da Mamãe em 1924. Estou voltando para casa com a medalha de ouro que você deveria ter ganho.” 
Seu filho, Frank Havens, tinha se tornado canoísta e conquistado a medalha de ouro naquela edição dos Jogos Olímpicos. 

São passagens bastante marcantes, mas iguais a elas existem milhares que servem não apenas como argumentos para associação da marca, mas também e talvez, principalmente, como lições de vida.

Detalhes de uma vida, histórias que eu contei aqui...

2 comentários:

  1. Matheus Magalhães25 de abril de 2013 16:22

    Idel,

    Muito coerente sua publicação, amigo.

    Poucos gestores ampliam sua visão até o esporte. Não se estendem ou não se fazem perceber as boas e incríveis histórias e "lições de vida" há em qualquer competição, desde uma campeonato de pelada da cidade ou nos Jogos Olímpicos. Sempre existe uma boa história para contar por trás. As empresas deixam de associar a sua marca, alguns valores e aos negócios da empresa por não se 'debruçarem' mais sobre o universo do esporte.

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