terça-feira, 7 de maio de 2013

Atletas falidos




São inúmeros os casos de atletas que ao abandonarem suas atividades esportivas perdem tudo que conquistaram. 
Um estudo americano estima que esse percentual chegue a 65%. 
O mais alarmante é que essa situação abrange atletas que tiveram remunerações milionárias, entre os quais podemos citar: 


Os pugilistas Mike Tyson e Evander Holyfield, os jogadores de basquetebol Scottie Pippen, Allan Iverson e Kenny Anderson, os tenistas Bjorn Borg e Arantxa Sanchez, o jogador de futebol George Best e a corredora Marion Jones.
A lista, na verdade, é enorme e contempla quase todas as modalidades esportivas. 

As causas são variadas, mas todas giram em torno da falta de educação financeira. 
Aquisições de mansões, aviões e até de tigres ajudaram a falência de alguns dos citados. 
Apostas e drogas sociais, aqui se inclui álcool, fizeram com que patrimônios ruíssem em velocidades espantosas. 
Pensões pagas por divórcios e filhos também têm grande participação na bancarrota. 
E por fim, os “assessores” jurídicos e financeiros que, aproveitando-se da ignorância, indicam negócios, onde apenas eles próprios têm lucro. 

O processo é realmente muito complicado e criticar a conduta desses atletas pode ser irresponsável. 
Antes de se julgar, é importante refletir que a maioria desses astros foi catapultada ao sucesso muito rapidamente, o que traz como consequências a pouca oportunidade de obter uma formação cultural apropriada. 
Essa condição os leva a acreditar em agentes e “assessores”, muitos dos quais sem o devido preparo. 
Além do que, alguns desses atletas não ouvem e nem permitem qualquer tipo de aconselhamento, afinal, no auge da carreira, o dinheiro está abundante e a sensação é de que não terá fim. 
No próprio meio corporativo, onde, em tese, os profissionais têm uma formação melhor, é possível ver casos de executivos que esquecem o futuro e gastam seus salários e bônus sem o devido cuidado. 

A figura do “gestor de carreira” poderia até ser útil em ambos os casos, porém quando estão na crista da onda acham que não precisam e, quando caem estão em fase cortar custos e não de contratar. 

Mas o que fazer? 

Muitos desses atletas que faliram tentam voltar ao esporte, no entanto, tal movimento nesses casos acaba servindo para afundá-los ainda mais, pois além de não terem o vigor de outrora, a preparação é mais precária e o convívio com o sucesso agrava sua angústia.

Penso que a solução deva se dar na esfera da prevenção, preparando e educando os profissionais para algo inevitável, a aposentadoria.
Alguns comitês olímpicos já executam de forma competente esse tipo de trabalho, porém, no caso de atletas profissionais a complexidade é bem maior. 
Afinal quem será capaz de convencer um recém-milionário a largar “mulheres”, luxo e glamour para aprender a investir, mesmo porque, provavelmente o “professor” ganha muito menos do que o “aluno” naquele momento.



5 comentários:

  1. Eduardo Albuquerque7 de maio de 2013 11:20

    tem um documentario da espn muito foda sobre o assunto, Idel! "Broke", eu acho.

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    1. Valeu, Dudu!
      Parabéns pelo vídeo, achei muito bom.
      Abs

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  2. Atletas tem maior visibilidade tanto pela exposição quanto pelos números da bancarrota, mas o número de "comuns" que enfiam os pés pelas mãos deve seguir a mesma, quiçá maiores proporções, pois se tem aqueles que não chegam a ser socialmente irresponsável, existem os que sem a cultura financeira adquirem maus hábitos perpetuamente e se não quebram, somente sobrevivem.

    Religião, artes, educação física, computação e até política ensinam em colégios. Noções financeiras que o cabra terá de usar pelo resto da vida, necas.

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  3. Victor

    No texto fiz menção a executivos que, mesmo com maior preparo, quebram em função de indisciplina financeira.
    Mas não há como negar que a mídia consegue mais "audiência" com os atletas, sejam com suas falências ou até com seus vícios.
    ST

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  4. O problema nesses casos, me parece, é que tais "celebridades" se julgam deuses intocáveis e que nunca sairão do olimpo. Além de casos de falência, há também os de impunidade, posto que certos atletas também se envolvem em crimes, imaginando nunca serem punidos, já que se encontram acima do bem e do mal.

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