terça-feira, 9 de julho de 2013

Boa propaganda?

Frequentemente ouvimos e até proferimos expressões que se referem a algum tipo de julgamento, todavia, em grande parte das vezes, tais avaliações são meramente emocionais e sem se ater se os critérios que levam a tal conclusão são adequados.

O que vem a ser um bom médico ou um bom dentista?

Existem centenas de variáveis e ponderações que poderiam, talvez, embasar esse veredito, no entanto, a própria ponderação que deveria ser aplicada às tais variáveis também necessitaria de julgamentos, os quais, certamente, também seriam questionados.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado à propaganda.


Em conversas informais surgem algumas vezes citações sobre propagandas e campanhas publicitárias geniais, porém quando se questiona sobre a lembrança da marca ou mesmo do produto anunciado, há um silêncio revelador da pouca eficácia daquela comunicação.
Obviamente existem métricas e pré-testes que conseguem trazer indícios sobre a eficácia da campanha, no entanto, sua aplicação pode ser questionável, principalmente em função da capacidade econômico-financeira do anunciante.
Deixando a teoria de lado, podemos passar para um caso ocorrido no lançamento do smartphone Galaxy S4 pela Samsung, que se utilizou do campeão olímpico jamaicano Usain Bolt para o endosso do produto.

Uma ótima escolha, pois consegue associar o homem mais veloz do mundo a um aparelho que tem a velocidade como uma de suas vantagens competitivas.


Como parte das ações de lançamento, organizou um grande evento promocional em Westifield, no qual os visitantes poderiam testar o smartphone.
Nesse mesmo evento, como ferramenta de entretenimento, foi colocado um banner em tamanho real do corredor, de forma que as pessoas pudessem tirar foto ao lado dele e assim se passasse a impressão que era o próprio Bolt na foto.
Resultado: a maioria dos presentes ao evento preferiu fazer a foto ao lado do cartaz de Usain Bolt do que testar um dos telefones mais rápidos do mundo.

Muito provavelmente, os que foram ao evento adoraram a atração, entretanto, poucos poderão recomendar o Galaxy S4 em função da experiência de uso.
Um típico caso em que o anúncio tem uma repercussão maior do que o produto e a marca em si.

É importante destacar que o fato ocorrido não significa que campanhas não devam ser impactantes e fortes, ao contrário, no entanto, é fundamental que haja o devido equilíbrio e que os objetivos do anunciante sejam a prioridade da iniciativa.



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