terça-feira, 13 de agosto de 2013

Covardes inglórios

Mesmo com os inúmeros casos de doping ocorridos no esporte, creio que o tema esteja longe da saturação.

Mudam as substâncias, os métodos, os controles, as modalidades, os flagrados e até os critérios de julgamento, mas os casos continuam a proliferar, a ponto de já existirem correntes defendendo a liberação das drogas.

Continuam também os discursos de inocência, até porque os que tiveram a hombridade de reconhecer prontamente seus erros foram banidos do esporte, o que parece denotar que mentir é mais valioso do que ser honesto.
Ou ainda de que errar duas vezes (doping e mentira) é mais vantajoso do que errar uma vez.

Além do que, surgem em função do doping os covardes e aproveitadores que se utilizam desse advento para tentarem capitalizar algum tipo de projeção.

Confederações com elevado número de atletas flagrados usam como argumento de defesa, o controle rígido que adotam, chegando ao ponto de “acusarem” as confederações com menos ocorrências de não fiscalizarem corretamente.

O argumento, além de covarde e desonesto, é burro, pois não leva em consideração que confederações com um número maior de filiados têm, em tese, maior probabilidade de eventos desse tipo, assim como também têm maior probabilidade de se encontrar mais atletas bem humorados, mais atletas mal humorados e até mais cleptomaníacos, por exemplo.

Muito provavelmente, caso essas confederações tivessem um índice baixo de dopados estariam se vangloriando por tal êxito.
Ou seja, sempre terão uma explicação para se fazerem parecer melhores do que os outros.

Todavia, mesmo que houvesse efetivamente um maior controle de doping por parte dessas confederações que levantam suspeitas sobre outras, dá para se concluir diante de certas declarações que a rigidez no controle sobre a escolha de seus gestores tende a zero.

Claro que o mundo dos esportes embute uma maior competitividade nos que lá transitam, o que é normal e até saudável, porém, é inadmissível que dirigentes deixem de lado a ética, se é que um dia já tiveram, para obter projeção de forma covarde.
A competição por verbas, patrocínios, espaço na mídia e atletas sempre irá existir, só que a forma de se sair vitorioso nesses embates deve se dar através de uma gestão competente e, sobretudo, ética.


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