terça-feira, 3 de setembro de 2013

Egocentrismo ou despreparo?

Muitos gestores, atletas e torcedores costumam padecer de um grave mal: achar que o mundo gira em torno de si próprio.

Inúmeros também são os casos de gestores que avaliam o mercado em função de seu perfil, anseios e forma de pensar. 
Se para seu gosto um produto, serviço ou evento é bom, adquirem a certeza de que o mercado também achará, chegando ao ponto de duvidarem de pesquisas e dados, só para manterem suas “convicções”. 
Esquecem ainda que, além dos consumidores, fazem parte do mercado, concorrentes e uma série de fatores exógenos que influenciam a aceitação e demanda.

No esporte também é comum o atleta achar que basta treinar e se preparar que os resultados chegarão. 
Provavelmente pensam que os adversários não são capazes de treinar tanto e tão bem, nem tampouco querem a vitória.

Quando se trata de torcedores, o quadro é similar, pois costumam creditar as derrotas ao fato do seu time ter jogado mal, não considerando a hipótese de o outro time ter jogado ou ser melhor.

O que pode até ser aceitável no caso de torcedores, que, por mais inteligentes que sejam, têm muitas vezes a racionalidade obstruída pela paixão, razão pela qual o título do artigo não se aplica.

Entretanto, os demais casos são dignos de profundos estudos.

É muito triste ver um atleta pedir desculpas pela mídia em função de algum insucesso.
Sendo que essa tristeza não é oriunda apenas da dor da derrota esportiva, que realmente machuca, mas pela constatação de que o competidor não aprendeu com o fracasso e, provavelmente, continuará sua preparação achando que basta só treinar para vencer...
De qualquer forma, vale aqui uma tolerância maior, visto que a emoção se faz muito presente.

Já no caso de “gestores que atuam no ambiente corporativo”, onde a emoção e a paixão não devem tomar o espaço da razão, fica difícil aceitar que o egocentrismo influencie a tomada de decisões.
Quando isso ocorre, a pergunta que intitula o artigo fica muito fácil de responder, visto que o egocentrismo passa a ser consequência do despreparo profissional e acadêmico.

As aspas colocadas no parágrafo anterior têm como intenção pontuar que é interessante a reflexão sobre os “gestores que atuam no ambiente esportivo”. 
Esses, assim como os demais gestores, também devem ser desprovidos de qualquer resquício de egocentrismo, assim como de emoção, porém controlar essa última é tarefa das mais árduas quando se atua na instituição que ama.

De qualquer forma, é importante ter total consciência que se preparar e treinar é fundamental para o sucesso, porém não basta...




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