terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A verdade antes de tudo


A frase do título talvez já tenha caído no domínio público, até porque, nem tão elaborada ou criativa ela é, porém vale ser ressaltado que, já em 1920, Rui Barbosa a utilizava na Conferência “A Imprensa e o Dever da Verdade”.

Quase 100 anos se passaram e a frase continua válida, pelo menos perante aos providos de ética e caráter.

Pelo prisma de marketing é possível encontrar produtos e serviços que não cumprem estritamente o que prometem e se beneficiam de subterfúgios para "enganarem" os possíveis clientes e a opinião pública, o que é lamentável e envergonha todos aqueles que atuam de forma responsável na área.
Constato, no entanto, que esse tipo de prática também é utilizada por parte da imprensa, só não sei precisar, por não ser da área, se esse tipo de atitude envergonha também os "colegas" que exercem a profissão de forma ética.

No caso do marketing, a principal motivação da escolha pela mentira é a busca pelo lucro, o que em nada atenua a deplorável escolha.
Já no caso do jornalismo, tenho sérias dúvidas sobre as razões que levam o profissional a manipular os fatos e deixar a mentira florescer.
Doença, desvio de caráter, falta de ética, passionalismo, recalques...
Sei lá, só sei que nenhum deles pode justificar esse tipo de postura, afinal o dever da imprensa é informar e não forjar notícias.
Na verdade, seria ótimo que a imprensa ajudasse a denunciar todas as mentiras que orbitam na sociedade, mas para isso precisaria dar o exemplo.

O mais alarmante dessa situação é que todo jornalista, até os mentirosos, ficam indignados quando algum entrevistado ou fonte, como gostam de dizer, passam informações falsas, o que sem dúvida, também é abominável.
Aliás, há casos de jornalistas que passam a perseguir pessoas porque essas deixaram de lhes passar informações exclusivas, e pasmem, até porque tiveram desilusões amorosas.

Não quero com esse texto ir contra o direito de críticas, elogios e opiniões por parte de quem quer que seja, porém as mesmas devem vir embasadas de fatos verídicos, respeito e educação.
Sei que é utópico querer que o esporte seja regido por todos os princípios nobres que o envolvem, mas deveria haver o máximo de cuidado, por parte dos detentores de concessões públicas, para que os chamados “formadores de opinião” que optam pela mentira ficassem o mais distante possível de certas editorias de esportes, economia e política, entre outras

No fundo, o sentimento perante a um mentiroso deve ser de pena, pois a mentira é prova irrefutável de sua fragilidade e uma forma de reação a sua insatisfação com alguma situação.
Além do que, a mentira tem pernas curtas.
Fato incontestável...


"O mais inviolável dos deveres do homem público é o dever da verdade: verdade nos conselhos, verdade nos debates, verdades nos atos; verdade no governo, verdade na tribuna, na imprensa e em tudo verdade; verdade e mais verdades" - Rui Barbosa


2 comentários:

  1. Estou me escangalhando de rir aqui hahahahaha

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  2. E o caramanchão..Idel..vce sabia dessa?? Tem um repórter caramanchão solto pelo Rio!

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