terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Do limão à limonada


Muito se discute sobre a melhor forma de se formar uma equipe, seja esportiva ou corporativa.
Alguns defendem a ideia de implantar a estrutura que se tem em mente, nem que para isso seja necessária a troca de pessoas.
Outros preferem trabalhar com o que se tem disponível e daí montar uma estrutura de acordo com o perfil do material humano.

Não resta dúvida de que a 1ª opção é, num primeiro momento, mais confortável para o gestor/técnico que, baseado na estratégia idealizada, monta seu “time” de acordo com os objetivos traçados.
O investimento nesse caso é maior e as cobranças por resultados idem, além de mais velozes e frequentes.

Já a 2ª opção, exige bastante criatividade do líder e, muitas das vezes, lhe permite desenvolver a capacidade de treinar e adaptar pessoas que até aquela ocasião tinham suas características voltadas para outras funções.
São inúmeros os casos de jogadores que mudaram de posição, nadadores e corredores que mudaram de provas e executivos que mudaram de área e, nesses novos desafios tiveram desempenhos melhores do que os anteriores.
O que acontece é que numa situação de falta de recursos, a criatividade deverá ter uma participação percentual maior na composição das “ferramentas” a serem utilizadas.

A observação quanto à “criatividade” exige um esclarecimento para que não seja alimentada uma frase que ao longo do tempo tem se tornado clichê: “se não tem recursos, use a criatividade”.
Dessa forma fica parecendo que se tiver recursos, a criatividade não é necessária, o que não faz sentido, pois em ambas as situações, a criatividade é fundamental.

Evidentemente, as duas situações descritas são extremadas e foram colocadas para atender a proposta do artigo de reflexão sobre o tema.
O que costuma ocorrer usualmente é um mix das duas.

Mas qual dessas situações é a melhor?
Obviamente, jamais haverá uma verdade absoluta quando se trata de gestão, até porque o mercado é dinâmico, nenhuma situação é estritamente igual à outra e o que acontece internamente numa instituição é de conhecimento de poucos.

O que me permito é ter uma opinião, a qual nesse caso é formada muito mais em função de características pessoais e experiência.
Sendo assim, acho bem mais desafiador trabalhar com o que se tem à mão, pois permite, como foi escrito anteriormente, desenvolver pessoas, além de ter uma equipe muito mais identificada com a instituição.

Claro que cada caso é um caso e a teoria na prática pode ser diferente.
Nessa situação, por exemplo, a opinião dada poderia ser facilmente desprezada se a equipe “herdada” não tiver potencial de crescimento, ou numa analogia ao título, o limão estivesse seco e/ou estragado.





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