terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Pessoas & Processos

Em um passado bem recente, os lançamentos dos novos uniformes dos times de futebol se davam basicamente com um desfile de alguns jogadores vestindo as peças, seguido de uma coletiva de imprensa com representantes do clube e do fornecedor de material esportivo.
Para fugir dessa “mesmice”, algumas marcas esportivas e seus respectivos clubes começaram a adotar novas iniciativas como forma de divulgação, algumas bem criativas, outras bem audaciosas e até polêmicas.
Aliás, uma das mais polêmicas ocorreu recentemente em função de um vídeo produzido pela Adidas para a divulgação do 3º uniforme do time da Gávea, o qual tem como símbolo um urubu.
As críticas foram inúmeras, tendo a maior parte delas se concentrado na postura do “protagonista” do vídeo que abusou da apologia à fala errada ao nome do clube. 
Pelo que foi possível perceber, a maioria dos torcedores condenou a iniciativa munida dos mais diversos argumentos de desaprovação.

A partir daí, vieram à tona algumas explicações e desentendimentos sobre o incidente, entre elas:
- O vídeo foi produzido pelo canal de YouTube chamado Desimpedidos, especializado em humor e que costuma ter boa aceitação das suas obras, principalmente em São Paulo.
- O clube aprovou o roteiro, mas não viu a edição final antes dessa ir para o ar.
- A área de comunicação do clube deixou vazar pela imprensa críticas à área de marketing.

A grande insatisfação e os transtornos causados nos levam a concluir que falhas ocorreram, e sobre essas que tecerei os comentários sob a ótica de gestão.
O empresário Abilio Diniz preconiza que uma boa gestão se resume em gente & processo, o que concordo plenamente.
É claro também que processos são elaborados por pessoas e a seleção de pessoas se dão baseadas em processos, razão pela qual pode existir uma zona cinzenta na avaliação dos fatos. Porém, tendo a focar mais fortemente nos processos, por entender que esses são mais fáceis de serem “aprimorados” já que não sofrem, em tese, a influência de fatores ligados ao caráter e a princípios.
Voltando ao caso em questão, vejo que os erros se originaram basicamente em função de processos.
Em relação ao vídeo, bastava haver alguma norma especificando que qualquer material produzido por terceiros só pode ir a público após expressa autorização/aprovação da área responsável.
Já a “briga” entre departamentos via imprensa, também é relativamente fácil de ser evitada, para isso é necessário dispor de uma assessoria de imprensa com poderes para controlar quem, quando e o que falar, dessa forma nem a estratégia de comunicação, nem o clima organizacional é afetado.

Para finalizar, imagino que tenha ficado a dúvida sobre onde a participação das pessoas poderia ter influenciado nesse acontecimento. Como não conheço devidamente os envolvidos, vou me abster de responsabilizar pessoas.
Mas para ilustrar o artigo, posso citar um fato, cuja culpabilidade é estritamente de pessoas. Refiro-me aos ditos “especialistas” em marketing esportivo que – sem experiência prática tanto em marketing quanto em esporte – criticaram a competência e o nível de preparo das pessoas do clube envolvidas nesse episódio.
Essa minha conclusão se baseia no meu entendimento de que nenhum processo é capaz de corrigir a falta de ética.










2 comentários:

  1. Idel realmente fico chateado quando vejo " especialistas" que apenas criticam e desmerecem o trabalho de outros. Aí fui pesquisar sobre um cara,q vive dando opinião sobre essa área na imprensa e nunca descobri o q esse cara já fez ou onde trabalhou? Pra criticar o trabalho de outros profissionais eh preciso ter ética e limites. E alguma experiência prática, de preferência.

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  2. Prezado Alcyr
    Obrigado pelo seu comentário.
    Não sei se estamos falando da mesma pessoa, mas pelas características assinaladas creio que sim.
    Penso que todos têm o direito a se manifestarem e criticarem, evidentemente que de forma educada e respeitosa, o que não é o caso desse sujeito.
    Contudo, adianto que se trata de uma pessoa sem credibilidade no meio, e não só pela falta de ética, mas pelas afirmações que faz sem conhecer todas as variáveis - já que está sempre de fora.
    Seria até aceitável se ele colocasse as críticas - mesmo que ácidas - sob a forma de opinião, mas não, ele prefere ser o dono da verdade, se esquecendo do princípio básico de que em gestão não existe verdade absoluta.
    Diante de tantas tolices proferidas, tendo a achar que ele não pensa nem é da forma que se apresenta, sendo um mero personagem que incorporou para ser atrativo à mídia.
    Abs

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