terça-feira, 6 de maio de 2014

Mais um bom exemplo...na NBA

Muito tem sido publicado a respeito das manifestações racistas em arenas esportivas, todavia, seria importante refletir sobre a razão dessa maior frequência. 
Estaria a população, aqui se inclui a imprensa, menos tolerante a esse tipo de atitude? Estaria crescendo o racismo?
Claro que o misto de causas deve ser considerado, porém seria extremamente importante a identificação das causas e o que tem levado a exacerbação dos lados.
Usar a maior facilidade de acesso à informação como explicação para o repúdio ao preconceito não parece razoável, já que os racistas estão expostos às mesmas condições.
Evidentemente há embutido nesse “embate” uma forte carga de criação e educação familiar, mas como atacá-la? Afinal de contas, era esperado que o racismo estivesse em queda.

Particularmente não sou muito fã das campanhas que proliferaram e renderam “royalties” aos idealizadores.
Valendo ressaltar que trata-se de uma mera opinião, a qual reconheço, sem o devido embasamento em números e resultados.
Não tenho dúvida, no entanto, que a medida da NBA contra o dono do time de basquete do Los Angeles Clippers, Donald Sterling, seja muito mais eficaz em função das duras penalidades a ele impostas.
Lembro para quem não acompanhou o caso, que Sterling foi denunciado por ter numa discussão com a namorada, proferido uma série de comentários ofensivos e preconceituosos aos negros. 
Um diálogo tão repulsivo, que não pairou em nenhum instante interpretações "mais condescendentes" sobre o contexto das frases. Até porque, no passado, esse sujeito já tinha sido punido pelo Departamento de Justiça por não ter permitido que negros e hispânicos alugassem seus imóveis.


Pois bem, diante do recente fato e dos fortes protestos dos quais participaram até o presidente Barack Obama, a NBA multou o dirigente, que era o mais antigo da Liga, em US$ 2,5 milhões e o baniu para sempre. Esse banimento proíbe que Sterling, assista a jogos e treinos de qualquer equipe da NBA.
A decisão, como não podia deixar de ser, agradou jogadores e dirigentes. 
No entanto, ainda é cedo para avaliar se será possível reverter as decisões dos patrocinadores que optaram por não mais associar suas marcas à equipe, visto que seis deles anunciaram o rompimento após o escãndalo: CarMax (comércio de veículos), Virgin American (companhia aérea), State Farm (seguradora), Kia (montadora), Red Bull (energéticos) e AquaHydrate (água).

O trabalho da área de marketing do Clippers será árduo e desafiador, pois precisará encontrar um posicionamento crível e que passe a percepção de valores dignos e atrativos para os potenciais patrocinadores quererem se associar.

De qualquer forma, tanto a decisão da NBA de punir rigidamente quem age em desacordo com os princípios morais e éticos, quanto dos patrocinadores que zelam por suas marcas e não admitem deixá-las associadas a times cujos dirigentes são desprovidos de caráter, são exemplos de posturas que muito agregam ao esporte e que seria extremamente útil se copiada em nosso país.


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