Neste segundo artigo sobre os patrocinadores máster pelo mundo, analisamos as equipes que disputaram a temporada 2025 da MLS (Major League Soccer). No cenário norte-americano, detectamos uma presença expressiva de empresas do segmento de saúde, como hospitais, clínicas, operadoras de seguros e tecnologia médica. Essa pequena concentração reflete uma estratégia de marketing, posicionamento e engajamento comunitário muito específica do contexto dos Estados Unidos.
O fato de os clubes cultivarem identidades profundamente ligadas às suas cidades reforça esse viés comunitário. Hospitais e sistemas de saúde regionais utilizam as equipes como plataformas para fortalecer vínculos locais, demonstrando compromisso com o bem-estar da população e colhendo os benefícios institucionais da associação ao esporte e à vida saudável. Soma-se a isso o crescimento da popularidade do futebol entre jovens e imigrantes, o que viabiliza ativações de patrocínio, como campanhas de vacinação, check-ups e orientações nutricionais.
O fato de os clubes cultivarem identidades profundamente ligadas às suas cidades reforça esse viés comunitário. Hospitais e sistemas de saúde regionais utilizam as equipes como plataformas para fortalecer vínculos locais, demonstrando compromisso com o bem-estar da população e colhendo os benefícios institucionais da associação ao esporte e à vida saudável. Soma-se a isso o crescimento da popularidade do futebol entre jovens e imigrantes, o que viabiliza ativações de patrocínio, como campanhas de vacinação, check-ups e orientações nutricionais.
Essas condições sugerem que a tendência de crescimento do setor de saúde na MLS deve persistir.
Por outro lado, o segmento de bens de consumo, embora tenha liderado o ranking em 2014, perdeu fôlego nos últimos anos. Já o setor financeiro merece destaque: em 2021, dividia a liderança com a saúde. O próprio processo de expansão da liga para cidades estratégicas — centros vitais para bancos e fintechs — corrobora essa relevância, impulsionada ainda pela transformação digital e pela ascensão do mobile banking.
Por outro lado, o segmento de bens de consumo, embora tenha liderado o ranking em 2014, perdeu fôlego nos últimos anos. Já o setor financeiro merece destaque: em 2021, dividia a liderança com a saúde. O próprio processo de expansão da liga para cidades estratégicas — centros vitais para bancos e fintechs — corrobora essa relevância, impulsionada ainda pela transformação digital e pela ascensão do mobile banking.
Ao contrário do que se imagina, a ausência de casas de apostas como patrocinadoras máster não se deve a uma proibição absoluta. Até 2018, as apostas esportivas eram proibidas na maioria dos estados, mas a decisão da Suprema Corte que derrubou o Professional and Amateur Sports Protection Act permitiu que cada estado definisse suas próprias regras. Como a MLS atua em diversas jurisdições com legislações distintas, a implementação de acordos nacionais de patrocínio torna-se complexa.
Além da barreira logística, há uma questão de reputação. A liga busca um posicionamento voltado a famílias e jovens; em vista disso, uma associação direta com o setor de apostas poderia comprometer o trabalho de marca construído sobre propósitos sociais. Isso não significa que as bets sejam inexistentes — elas aparecem em propriedades de marketing secundárias —, mas mantêm baixa visibilidade. No futuro, é provável que ganhem mais destaque, mas dificilmente atingirão o protagonismo observado na Premier League ou no futebol brasileiro
Além da barreira logística, há uma questão de reputação. A liga busca um posicionamento voltado a famílias e jovens; em vista disso, uma associação direta com o setor de apostas poderia comprometer o trabalho de marca construído sobre propósitos sociais. Isso não significa que as bets sejam inexistentes — elas aparecem em propriedades de marketing secundárias —, mas mantêm baixa visibilidade. No futuro, é provável que ganhem mais destaque, mas dificilmente atingirão o protagonismo observado na Premier League ou no futebol brasileiro
Em resumo, diferentemente do Brasil, que vive uma espécie de "era do monocultivo" voltada à liquidez imediata, a MLS diversifica seu portfólio com setores como Saúde, Finanças e Bens de Consumo, priorizando propósito e reputação. Essa divergência revela que o modelo norte-americano protege sua marca sob uma ótica family-friendly, enquanto o futebol brasileiro, ao priorizar o caixa imediato, consolida-se como um "outdoor de risco".



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