terça-feira, 20 de setembro de 2022

Eu falo! Você entende?

Os que costumam ler esse blog certamente já perceberam sua forma insistente de ressaltar o conceito de marketing, fazendo sempre questão de esclarecer que não se trata de vendas, tampouco de comunicação.
Essa insistência pelo esclarecimento pode até fazer parecer que a comunicação, uma ferramenta a ser adotada  - ou não - pelo marketing, tenha uma importância menor, o que não é verdade.
Tomando o máximo de cuidado para não cometer injustiças, muito menos criar algum tipo de hierarquização entre áreas, exploraremos nesse artigo o quanto a comunicação é importante em todas as esferas da sociedade, inclusive para o marketing.
Por ser algo que habita o cotidiano de todos, tem sido usual encontrar "curiosos" que desprezam a técnica necessária para exercer funções inerentes à área atuando como especialistas no assunto e cometendo erros crassos. O cerne desses está ligado principalmente à negligência em relação ao entendimento dos hábitos e perfis de quem precisa ser impactado, o que é algo relativamente simples de resolver, basta estar atento à eficácia ao invés de simplesmente à estética.
Em peças publicitárias não é incomum encontrar letras pequenas em material destinado a públicos mais maduros, assim como não é raro nos depararmos com textos extensos em espaços onde o público que por ali passa o faz em velocidades que não permitem a leitura do todo.
Ah, ainda nesse contexto, não há como deixar criticar os materiais até plasticamente bonitos, mas onde os fundos não propiciam o devido contraste com as fontes dos textos.
Até em nosso cotidiano, por mais cuidado que tentemos ser, incorremos muitas vezes em erros de comunicação. Assuntos que dominamos são por nós interpretados como de conhecimento geral e, mesmo cientes dessa situação não conseguimos alinhar o conteúdo da fala para adequá-la à compreensão dos ouvintes, ou pelo menos da maioria deles.
Tão grave e difícil é o policiamento acerca dos termos a serem utilizados. Toda profissão incorpora jargões facilmente entendíveis entre os “iguais”, mas que deixam os pouco afeitos ao tema perdidos. Por mais que não sejam idiomas oficiais, não há como negar a existência do “economês”, do “juridiquês” e do “marketês”, entre outros. Aliás, há profissões que até nos levam a cogitar a existência de um próprio alfabeto, como bem ilustram as letras de médicos.
E não nos esqueçamos das siglas. Sim, por mais que sejam óbvias para os que com elas convivem, a realidade contrapõe essa obviedade.
As inúmeras situações descritas acima servem, de fato, como alerta para equívocos que se incorporam ao nosso dia a dia e pouco percebemos. Aliás, é bastante provável que vários artigos desse blog, incluindo esse, apresentem falhas que aqui mesmo apontamos. 
Dessa forma, reiteramos que, mais importante do que estética e sacadas criativas é a identificação do público a ser atingido e suas respectivas características em termos de hábito, interesse e perfil.




2 comentários:

  1. Você explanou, de forma simples, aspectos muito relevantes sobre a forma de comunicação a ser empregada. Parabéns Idel!

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