A realização de grandes eventos, como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos no Brasil, deixará como legado uma expressiva quantidade de instalações esportivas.
No entanto, algumas dúvidas pairam a respeito do retorno desse investimento e de como se dará a utilização desses espaços após o término das competições.
Afinal de contas, um elevado grau de ociosidade nas instalações traz reflexo nas possibilidades de receitas, sejam estas através de bilheteria, ações de relacionamento ou naming rights, prática bastante difundida nos EUA.
Visando mostrar como tem sido esse processo nos EUA, a Jambo Sport Business realizou uma análise sobre as arenas que sediam os jogos das principais ligas nesse país, material que pode ser visto em http://www.slideshare.net/jambosb/naming-rights-arenas-eua .
No entanto, algumas dúvidas pairam a respeito do retorno desse investimento e de como se dará a utilização desses espaços após o término das competições.
Afinal de contas, um elevado grau de ociosidade nas instalações traz reflexo nas possibilidades de receitas, sejam estas através de bilheteria, ações de relacionamento ou naming rights, prática bastante difundida nos EUA.
Visando mostrar como tem sido esse processo nos EUA, a Jambo Sport Business realizou uma análise sobre as arenas que sediam os jogos das principais ligas nesse país, material que pode ser visto em http://www.slideshare.net/jambosb/naming-rights-arenas-eua .
O principal objetivo do estudo foi proporcionar um parâmetro que servisse para análises sobre projetos similares no Brasil.
As ligas que embasaram o trabalho foram: NBA (National Basketball Association), MLB (Major League Baseball), NHL (National Hockey League) e NFL (National Football League), MLS (Major League Soccer) e WNBA (Women National Basketball Association).
Ao todo, 155 equipes disputam essas seis ligas e, para isso, se utilizam de 130 arenas/estádios. Convém lembrar que o Canadá faz parte dessa relação.
Das 130 arenas analisadas, 96 (73,9%) utilizam o naming rights como propriedade de marketing, os quais são exercidos por 87 empresas. Isto porque algumas delas compram esse direito em mais de uma arena, como é o caso da FedEx, com o FedEx Forum em Memphis e o FedEx Field em Washington.
O quadro abaixo mostra os ramos de atividade das empresas que detém o naming rights das arenas contempladas no estudo.
As demais empresas com apenas uma arena pertencem aos seguintes ramos: Educação, Entretenimento, Eletroeletrônico, Lubrificantes, Material de Construção, Mineração, ONG, Seguro Saúde, Vendas Diretas e Serviços
Os valores que envolvem esses contratos são bastante variados, e dentre os que têm os números revelados vale citar:
O Citi Field em New York, que custou US$ 400 milhões pelo período de 20 anos.
O Metlife Stadium, que serve a duas equipes da NFL e tem o naming rights estimado em US$ 500 milhões por 25 anos.
No oposto, há o contrato de US$ 4,5 milhões por 3 anos do Target Center em Minnesota.
Evidentemente, a análise não pode ser baseada estritamente no valor total do contrato, pois o tempo de duração tem importância fundamental na avaliação do retorno.
Os contratos com maiores médias anuais são os já citados anteriormente Citi Field e Metlife Stadium (US$ 20 milhões anuais), seguidos pelo Mercedes Benz Superdome em New Orleans (US$ 11 milhões) e do Barclays Center em New York (US$ 10 milhões).
O estudo tentou ainda identificar se existe algum tipo correlação entre os valores do naming rights e variáveis como capacidade da arena, tipo e quantidade de modalidades praticadas, custo da construção dentre outras, mas nenhuma conclusão em relação a esses pode ser considerada definitiva.
Obviamente, os contratos feitos mais recentemente têm um valor maior do que os assinados nos primórdios dessa prática, no entanto, o fator que parece ter maior influência é a cidade onde a arena está situada.
As arenas localizadas em New York estão respectivamente em 1º, 2º e 5º lugar sob o parâmetro de valores totais, além disso, todas estas têm como patrocinador empresas do segmento financeiro.
Ter uma arena em New York pode ser de fato interessante para bancos e demais empresa do setor, afinal, trata-se de uma cidade cosmopolita e ainda o principal centro financeiro do mundo.
Entretanto, dependendo do posicionamento da empresa, esta pode preferir investir em localidades onde o relacionamento com a população local seja prioridade, como é o caso do First Niagara, que dá nome a uma arena em Buffalo.
Por fim, é importante esclarecer que investir em naming rights, sejam esses de arena, evento ou casa de shows não pode ter como único objetivo a exposição e divulgação da marca, sob o risco de desperdícios de recursos.
Estreitar relacionamento com clientes e fornecedores, promover ações de trade marketing e direcionar ações de prospecção são alguns exemplos de iniciativas que podem ser adotadas e, se implementadas sinergicamente, têm grande potencial de aumentar o retorno do investimento.











